quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Acreditei que foce uma prioridade da tua vida. E fiz dessa ilusão o lema da nossa amizade. Iludi-me que irias estar lá quando eu não quisesse levantar-me cedo ao fim de semana para fazer desporto. Ou que irias refugiar-te na minha casa quando querias fugir do mundo, ou simplesmente quando não queria passar mais uma tarde sozinho. Que irias estar sempre na janela da tua cozinha a perguntar-me para onde eu iria porque se te agradece virias comigo. Iludi-me de tal forma que esqueci-me que um dia iríamos crescer, sair da aldeia e conhecer o mondo. Fiz-me tanto a ideia que irias estar lá, que só acordei quando levei uma chapada do tempo, quando vi uma fotografia tua da tua nova vida, e ai dei-me conta que te tornas-te um homem. E que já não és mais o menino que brincava comigo nas tardes depois das aulas, que mais tarde viria a ter vergonha e tempos depois era um dos rapazes mais conhecidos da secundária. E hoje... Um homem...
Orgulho-me de ter crescido contigo. És das melhores pessoas que eu conheci, de todo o tempo que passei contigo e sob todos os anos que dura a nossa amizade. Não me arrependo de nada do que fiz, arrependo-me sim de que poderia ter feito mais e não consegui.

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